Homem acusado de torturar e matar filho adotivo com síndrome de down é julgado em Belém
03/03/2026
(Foto: Reprodução) Homem é julgado por torturar e matar filho adotivo com síndrome de down em Belém
A Justiça do Pará julgou nesta segunda-feira (3) o homem acusado de torturar e matar o próprio filho adotivo, um jovem de 39 anos com síndrome de down, em julho de 2024.
Ele foi condenado a cumprir prisão domiciliar, como medida de segurança, que poderia ser ainda internação ou tratamento ambulatorial.
A decisão foi tomada após a defesa do réu, que tem 72 anos, apresentar laudo onde aponta ter comorbidade, sinal de demência, além de contar com ajuda de familiares para sobreviver.
O caso, que provocou grande comoção, foi julgado pela Primeira Vara do Tribunal de Justiça, em Belém, para tentar esclarecer as circunstâncias de uma morte marcada por brutalidade e denúncias de violência doméstica.
Segundo os autos e as denúncias de familiares, a vítima era submetida a episódios de violência severa na residência familiar, localizada no bairro do Telégrafo, na capital paraense.
Relatos apontaram para agressões contínuas, incluindo golpes com vergalhão no rosto, na cabeça, no tórax e até mesmo a extração de dentes.
As violências teriam se agravado após a morte da mãe da vítima, que era esposa do acusado.
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Júri ocorre em Belém.
TJ PA
A vítima deu entrada no Pronto Socorro do Guamá em 28 de julho de 2024 e morreu em 1º de agosto do mesmo ano, em decorrência das graves lesões sofridas.
A Polícia Civil (PC), por meio da Delegacia de Proteção à Pessoa com Deficiência, confirmou as informações da autópsia, que apontaram hemorragia cerebral volumosa e hematoma subdural, compatíveis com tortura e maus-tratos contínuos que resultaram na morte.
O pai adotivo foi preso em flagrante em 22 de agosto de 2024, na mesma residência onde as agressões ocorriam, após familiares terem denunciado o caso às autoridades.
Apesar da gravidade das acusações e das provas periciais reunidas, o réu respondia ao processo em liberdade, aguardando a decisão judicial.
Durante o júri, foram ouvidas testemunhas, todas familiares da vítima. Os depoimentos deles foram considerados cruciais para o esclarecimento dos fatos. A defesa do acusado também apresentou argumentos.
Violência doméstica
A PC reforça a importância das denúncias em casos de violência doméstica e agressão.
A população pode utilizar o canal disque denúncia 181 ou procurar presencialmente qualquer delegacia para relatar abusos.
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